Presidente do IBRAM afirma que não existe energia sustentável sem mineração e defende protagonismo do Brasil

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O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Pablo Cesário, afirmou que a mineração ocupará posição cada vez mais estratégica no cenário global à medida que cresce a demanda por energia para sustentar novas tecnologias e a transição para uma economia de baixo carbono. A declaração foi feita na terça-feira (9), durante a abertura do Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos 2026, realizado em Brasília.

Segundo Cesário, o avanço de tecnologias como inteligência artificial, digitalização e grandes centros de processamento de dados amplia a necessidade de energia e, consequentemente, aumenta a importância dos minerais que viabilizam a geração, o armazenamento e a transmissão dessa energia.

Presidente do IBRAM destaca consenso em torno da política de minerais críticos

Durante sua apresentação, Pablo Cesário também abordou os avanços na construção de uma política nacional voltada aos minerais críticos e estratégicos. O dirigente destacou o entendimento entre diferentes setores políticos que resultou na aprovação do Projeto de Lei 2780/2024 na Câmara dos Deputados.

Para o presidente do IBRAM, a convergência entre governo e oposição demonstra a relevância do tema para o futuro econômico e industrial do país.

A avaliação foi compartilhada por representantes do governo federal e do Legislativo presentes no evento, que destacaram a importância de transformar o tema em uma política de Estado capaz de garantir segurança jurídica e estimular novos investimentos.

Brasil reúne condições para liderar mercado de minerais estratégicos

Na visão de Cesário, o Brasil possui diferenciais que o colocam em posição privilegiada na disputa global por protagonismo na oferta de minerais estratégicos. Entre os fatores apontados estão a disponibilidade de recursos minerais, a capacidade técnica do setor e a qualificação dos profissionais envolvidos na atividade.

O executivo ressaltou que o país pode assumir papel relevante no fornecimento de matérias-primas essenciais para tecnologias avançadas e para a transição energética, incluindo minerais utilizados na produção de baterias, equipamentos eletrônicos e sistemas de geração de energia limpa.

Para alcançar esse objetivo, ele defendeu a ampliação dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação. “O futuro é um binômio: mineração mais conhecimento”, afirmou.

Segundo o dirigente, o desenvolvimento da mineração deve estar associado à agregação de valor, ao fortalecimento das cadeias produtivas e à criação de novas oportunidades para a indústria nacional.

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