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Alumínio brasileiro se destaca no mundo com emissões 3,5 vezes menores que a média global

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A indústria brasileira do alumínio vem se consolidando como referência internacional em sustentabilidade. De acordo com inventário elaborado pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), a produção nacional de alumínio primário opera com cerca de 3 toneladas de CO₂ equivalente por tonelada produzida, índice aproximadamente 3,5 vezes inferior à média mundial, de 11 toneladas.

Emissões abaixo da média global

Entre 2019 e 2024, o Brasil reduziu em 27% suas emissões específicas, desempenho superior à média global, que registrou queda de 13% no mesmo período. O resultado é fruto de investimentos em descarbonização e da utilização de uma matriz elétrica predominantemente renovável.

Agenda climática e mercado de carbono

O setor participa ativamente da construção de políticas como o Plano Clima, a Estratégia Nacional de Descarbonização da Indústria (ENDI) e a Taxonomia Sustentável. Além disso, as chapas laminadas de alumínio foram escolhidas como produto-piloto do Programa Selo Verde Brasil, reforçando o alinhamento da indústria com as principais iniciativas de sustentabilidade.

Outra prioridade é a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). A indústria acompanha as discussões sobre monitoramento, relato e verificação das emissões, ao mesmo tempo em que busca ampliar o acesso a linhas de financiamento voltadas a projetos de descarbonização, reciclagem e fortalecimento da cadeia produtiva.

Reciclagem fortalece competitividade

A reciclagem é um dos principais diferenciais do alumínio brasileiro. Atualmente, 60% do metal consumido no país tem origem em material reciclado. Além de reduzir emissões, o alumínio reciclado consome 95% menos energia do que o produzido a partir da matéria-prima primária.

O Brasil também mantém, há mais de 15 anos, índices superiores a 96% de reciclagem de latas para bebidas. Para a ABAL, a combinação entre baixa pegada de carbono, economia circular e investimentos contínuos em sustentabilidade coloca o alumínio brasileiro em posição estratégica na transição para uma economia mais sustentável e competitiva.

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