A possível imposição de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu o alerta na indústria de Minas Gerais. O principal impacto deve recair sobre o ferro-gusa, segundo produto mais exportado pelo Estado para o mercado norte-americano, atrás apenas do café.
Atualmente taxado em 10%, o ferro-gusa passaria a enfrentar uma cobrança total de 35%, comprometendo a competitividade do produto mineiro. O setor já sente os efeitos das barreiras comerciais impostas anteriormente, com redução de pedidos por parte dos compradores norte-americanos e paralisações na produção.
De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), os produtores mineiros mantêm contratos históricos com siderúrgicas dos Estados Unidos, o que dificulta a busca por mercados alternativos. A entidade alerta para riscos de queda na produção, redução de investimentos e impactos sobre empregos ligados ao comércio exterior.
Estados Unidos são mercado estratégico para Minas
Em 2025, os Estados Unidos responderam por 9,36% das exportações mineiras, consolidando-se como o segundo principal destino dos produtos do Estado, atrás apenas da China. O mercado norte-americano movimentou US$ 4,29 bilhões em compras de produtos mineiros no período.
Além do ferro-gusa, outros segmentos relevantes da economia estadual também podem ser afetados pela nova tarifa, incluindo fabricantes de máquinas e equipamentos, dispositivos elétricos, joias, bijuterias e alimentos processados.
Pequenas empresas também podem ser atingidas
Setores como o de joias e alimentos industrializados, apesar de terem menor participação na pauta exportadora, apresentam forte dependência do mercado norte-americano. Empresários relatam dificuldades desde o início das medidas tarifárias e temem novos prejuízos caso a taxação seja ampliada.
A expectativa do setor produtivo é que o governo brasileiro busque alternativas diplomáticas para evitar o agravamento das barreiras comerciais e preservar a competitividade das exportações mineiras.


