O Brasil pode dar mais um passo para reduzir sua dependência de fertilizantes importados com a ampliação de uma importante operação de fosfato localizada na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Após um investimento de R$ 20 milhões, a capacidade produtiva da unidade foi ampliada e promete elevar significativamente a oferta de matéria-prima para o agronegócio nacional.
A iniciativa ocorre em um momento em que o país busca fortalecer sua segurança alimentar e diminuir a vulnerabilidade do setor agrícola às oscilações do mercado internacional, marcado por conflitos geopolíticos, variações cambiais e desafios logísticos.
Produção de fosfato deve saltar para 1,2 milhão de toneladas por ano
A expansão realizada pela Massari Morro Verde permitirá que a produção de fosfato natural reativo passe de 400 mil toneladas para 1,2 milhão de toneladas anuais, praticamente triplicando a capacidade da operação.
A mina localizada em Pratápolis abriga uma reserva estimada em mais de 100 milhões de toneladas, volume que garante perspectivas de exploração por pelo menos cinco décadas. O empreendimento é considerado uma das principais fontes nacionais de fosfato fora do controle de grandes grupos multinacionais do setor.
O aumento da produção poderá ampliar a oferta de insumos destinados à agricultura brasileira, contribuindo para fortalecer a cadeia de fertilizantes em um momento de crescente demanda por produtividade no campo.
Expansão mira redução da dependência externa do agronegócio
Além do aumento da capacidade de extração mineral, a empresa também projeta ampliar a produção de fertilizantes minerais mistos nos próximos anos. A meta é elevar o volume anual de 3 milhões para 5 milhões de toneladas, acompanhando o crescimento do mercado agrícola nacional.
O plano de expansão inclui ainda o objetivo de dobrar o faturamento da companhia, alcançando a marca de R$ 1 bilhão em receita.
O movimento ganha relevância diante da forte dependência brasileira de fornecedores internacionais. Atualmente, mais de 80% dos fertilizantes utilizados pelo agronegócio são importados, cenário que expõe produtores rurais às oscilações de preços, problemas de abastecimento e impactos provocados por crises globais.
Com novos investimentos em produção nacional de fosfato, o setor espera ampliar a autonomia do país em um segmento considerado estratégico para a competitividade da agricultura brasileira e para a segurança do abastecimento de alimentos.


