Minas Gerais deu mais um passo estratégico para ampliar sua presença no mercado internacional de minerais críticos e terras raras. O estado recebeu uma nova planta semi-industrial voltada ao processamento de terras-raras em Poços de Caldas, no Sul de Minas, em um movimento que reforça o potencial da região para se tornar referência mundial no setor.
A estrutura foi inaugurada pela australiana Viridis e já nasce com relevância internacional. A unidade é apontada como uma das maiores plantas demonstrativas do planeta para produção de carbonato misto de terras-raras fora do território chinês, colocando o município mineiro em posição de destaque dentro da cadeia global desses minerais.
Terras raras ganham força em Minas Gerais
A fase inicial do empreendimento recebeu aporte de US$ 4 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 20 milhões. A planta foi projetada para processar até 100 quilos de argila iônica por hora, volume considerado expressivo e que supera em quatro vezes a performance de plantas-piloto similares no mercado.
De acordo com a companhia, o espaço terá papel decisivo para validar etapas industriais, desenvolver amostras destinadas a compradores internacionais e preparar profissionais para a futura operação em escala comercial.
A movimentação acompanha o avanço da demanda global por minerais estratégicos, especialmente aqueles utilizados em tecnologias ligadas à transição energética, eletrônicos e mobilidade elétrica.
Projeto Colossus prepara nova fase de expansão
Os planos da Viridis para Minas vão além da planta demonstrativa. A mineradora projeta aplicar US$ 356 milhões na construção da unidade industrial definitiva do Projeto Colossus, também localizado no Sul do estado.
O cronograma prevê o início das obras em 2027. Já a entrada em operação está prevista para 2028, com produção gradual ao longo da implantação.
Com o novo investimento, Minas Gerais fortalece sua posição em um mercado considerado estratégico para a economia global e amplia a disputa internacional por protagonismo na produção de terras-raras.


