O diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Sousa, afirmou nesta segunda-feira (18) que a autarquia pretende realizar ainda neste ano o leilão de áreas minerárias na B3, adiado anteriormente por limitações orçamentárias.
A ANM planejava aprovar, no fim do ano passado, o edital da 9ª rodada de Disponibilidade de Áreas — considerada a maior já organizada pela agência, com aproximadamente 7 mil áreas — para realização no início deste ano. Contudo, o processo acabou suspenso por tempo indeterminado diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela autarquia, que destacou a existência de custos operacionais envolvidos, apesar de o certame ocorrer na bolsa de valores.
“Nós precisamos, naquela oportunidade, fazer um ajuste em alguns contratos, parte deles da área de tecnologia. Em razão disso, suspendemos [o processo]. Agora, estamos em uma fase de ajuste entre os nossos sistemas e o sistema da B3”, explicou Sousa à imprensa durante o XII Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin), realizado pela Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (Adimb), em Ouro Preto.
ANM quer zerar passivo de áreas em disponibilidade
Segundo o diretor-geral da ANM, o objetivo agora é destravar o grande volume de áreas atualmente disponíveis para oferta no mercado mineral brasileiro.
“Mais ou menos no meio do ano passado, tínhamos 110 mil áreas em disponibilidade que seriam submetidas a leilões. O contrato com a B3 prevê, inicialmente, que façamos pelo menos três leilões anuais, com cerca de 7 mil áreas. Precisamos zerar esse passivo e estamos, agora, em uma fase bem avançada de conexão entre os dois sistemas. Queremos fazer [o primeiro leilão] ainda neste ano”, disse o diretor-geral da ANM.


