A Samarco conquistou o reconhecimento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ao receber, em março deste ano, a patente verde por uma tecnologia voltada à produção de pelotas de minério de ferro. A inovação permite diminuir o uso de combustíveis fósseis nos fornos de pelotização, contribuindo diretamente para a redução da emissão de dióxido de carbono (CO₂) durante o processo industrial.
O certificado concedido pelo INPI é direcionado apenas a soluções que apresentem benefícios ambientais comprovados. Além de atender aos critérios técnicos exigidos para uma patente, a tecnologia da mineradora também demonstrou impacto positivo mensurável na área da sustentabilidade.
Tecnologia da Samarco acelera redução de CO₂ na produção
O projeto começou a ser desenvolvido em 2022 pela equipe de Engenharia de Processos da empresa dentro das iniciativas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). A proposta consistiu em substituir parte de combustíveis tradicionais, como carvão mineral e coque, por materiais renováveis utilizados nos fornos industriais.
Entre os insumos aplicados está a moinha de carvão vegetal, um resíduo fino gerado a partir da biomassa de eucalipto. Depois dos testes realizados em laboratório, a tecnologia passou a ser utilizada industrialmente na Unidade de Ubu, em Anchieta, no Espírito Santo, ainda em 2023.
Já em 2024, a operação contínua foi ampliada para as duas usinas pelotizadoras da companhia. Atualmente, a substituição dos combustíveis fósseis chega a aproximadamente 15%, resultado que proporcionou uma redução média de 4,41 quilos de CO₂ por tonelada de pelota produzida.
Além do reconhecimento nacional, a Samarco já iniciou o processo para ampliar a proteção da tecnologia em outros países por meio do Patent Cooperation Treaty (PCT), mecanismo internacional voltado ao registro de patentes. A empresa agora avalia em quais mercados pretende solicitar a validação oficial da inovação.
Com a nova patente verde, a mineradora reforça sua estratégia voltada ao desenvolvimento de soluções industriais mais sustentáveis e alinhadas às metas globais de redução de emissões.


