A Anglo American iniciou 2026 mantendo estabilidade operacional no Sistema Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro, mesmo diante de uma leve retração na produção registrada no primeiro trimestre. Entre janeiro e março, a mineradora produziu 6,4 milhões de toneladas de minério de ferro premium, volume 1,4% inferior ao contabilizado no mesmo período do ano passado. Apesar da pequena queda, a companhia confirmou a manutenção da meta anual de produção entre 24 e 26 milhões de toneladas no complexo mineiro.
Melhor aproveitamento da planta garantiu estabilidade
De acordo com a empresa, o desempenho foi sustentado por uma melhor utilização da planta de beneficiamento e pela maior consistência na alimentação de minério durante o período chuvoso, tradicionalmente marcado por desafios operacionais. Mesmo com o menor teor de ferro observado no trimestre, a mineradora conseguiu preservar a regularidade das operações e manter o planejamento estabelecido para 2026.
O resultado reforça a importância estratégica do Minas-Rio dentro das operações globais da Anglo American. Em 2025, a unidade instalada em Conceição do Mato Dentro encerrou o ano com produção de 24,8 milhões de toneladas, consolidando-se como um dos principais ativos de minério de ferro premium da companhia no mundo.
Unidade segue como motor econômico da região
A manutenção da produção em patamar elevado representa impacto direto para Conceição do Mato Dentro e cidades da área de influência do empreendimento. O complexo Minas-Rio é atualmente um dos principais motores econômicos da região Central de Minas Gerais, movimentando empregos diretos e indiretos, contratação de fornecedores, serviços terceirizados, logística, hotelaria, alimentação e arrecadação de tributos.
Em nota, a presidente da Anglo American no Brasil, Ana Sanches, destacou que a companhia começou o ano com resultados consistentes no país e ressaltou a confiança da empresa na continuidade operacional do Minas-Rio. Segundo ela, a unidade segue entregando minério de alta qualidade, sustentada por planejamento, disciplina industrial e eficiência das equipes.
No cenário internacional, a Anglo American também informou relativa estabilidade no segmento de minério de ferro premium. Globalmente, a produção da companhia somou 15,2 milhões de toneladas no primeiro trimestre, com redução de 1,5% na comparação anual. Além do Minas-Rio, a mineradora opera a unidade de Kumba, na África do Sul, que também apresentou discreta retração.
O CEO global da Anglo American, Duncan Wanblad, avaliou o início do ano como sólido e alinhado ao plano de mineração da companhia. Segundo ele, mesmo com a volatilidade gerada por conflitos geopolíticos e pressões na cadeia global de suprimentos, a empresa mantém a continuidade dos negócios e monitora possíveis reflexos sobre custos operacionais.
Anglo avança em movimentações estratégicas
Paralelamente ao desempenho em Minas Gerais, a Anglo registrou queda de 7,1% na produção de níquel em Goiás, reflexo de paradas programadas para manutenção nas plantas de Barro Alto e Codemin. A empresa também segue avançando em processos estratégicos internacionais, entre eles a venda dos ativos goianos e a tramitação regulatória da fusão com a Teck Resources, transação que poderá resultar em uma das maiores companhias globais de minerais críticos.
Com a confirmação da meta anual e a estabilidade operacional no primeiro trimestre, a expectativa da Anglo American é manter o Minas-Rio como um dos pilares da produção mundial de minério de ferro premium ao longo de 2026.


