O encerramento das atividades do Complexo Mineroquímico de Araxá, no Alto Paranaíba, comunicado pela Mosaic Company nessa quarta-feira (8), deve provocar mais de 1.200 demissões. A informação é do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Extração Mineral, Químicas e de Fertilizantes de Araxá e Região (Sima).
Ao informar sobre o início da desmobilização da unidade de produção de fosfato, além da pretensão de vender os ativos no município e da paralisação das operações de mineração em Patrocínio, o grupo norte-americano não detalhou quantos colaboradores serão afetados. A empresa afirmou apenas que as medidas resultarão em reduções no quadro de pessoal.
Sindicato estima mais de 1.200 trabalhadores afetados
Conforme o presidente do Sima, Vicente Magalhães, o quadro de funcionários diretos da Mosaic Fertilizantes no complexo é de cerca de 600 pessoas, assim como o número de terceirizados. “É algo terrível. Não esperávamos que isso fosse acontecer”, lamenta.
Segundo ele, os desligamentos da empresa em Araxá já começam nesta quinta-feira. Aproximadamente cem trabalhadores devem perder o emprego na primeira leva de cortes, conforme o sindicato.
Magalhães afirma que a empresa comunicou ao sindicato, em reunião, que a completa desmobilização ocorrerá quando acabar o material estocado, o que é estimado para julho. A medida faz parte do processo de encerramento gradual das atividades do complexo no município.
Acordo prevê gratificação e manutenção do plano de saúde
No encontro com a companhia, foi fechado um acordo válido por 60 dias para que os colaboradores representados pelo sindicato que serão demitidos recebam uma gratificação equivalente a três salários, além das verbas rescisórias previstas em lei, revela o presidente do Sima. Os trabalhadores também terão direito à manutenção do plano de saúde pelo prazo de seis meses.
“O impacto das demissões será muito grande. A princípio, financeiramente não vai repercutir tanto porque os trabalhadores recebem as indenizações e terão um tempo de tranquilidade. Porém, na hora que isso acabar, se não tiver outras possibilidades de emprego, a coisa vai se complicar bastante”, ressalta.


