A presidente da Anglo American, Ana Sanches, destacou durante entrevista ao Estado de Minas o enorme potencial mineral brasileiro e os desafios para transformar essa riqueza em competitividade global. Segundo ela, o país ainda conhece apenas 27% do seu território em termos de mapeamento geológico.
Potencial mineral ainda pouco explorado
De acordo com a executiva, mesmo com esse percentual limitado de conhecimento, o Brasil já demonstra grande diversidade de recursos minerais, incluindo materiais considerados críticos para o futuro da economia global.
A mineração, nesse contexto, ganha papel central em temas como transição energética, segurança alimentar e até questões estratégicas ligadas à soberania dos países.
Vantagem existe, mas precisa virar competitividade
Apesar de já ocupar posição de destaque no cenário internacional, o Brasil ainda pode avançar significativamente. Para Ana Sanches, o país possui uma vantagem natural em relação a outras nações, mas precisa transformá-la em competitividade real.
Isso passa, segundo ela, por melhorias no ambiente de negócios e maior eficiência nas políticas públicas voltadas ao setor mineral.
Entraves limitam avanço do setor
Entre os principais desafios apontados estão a necessidade de maior segurança jurídica, acesso a linhas de financiamento e mais previsibilidade nos processos de licenciamento ambiental.
A executiva também destacou o chamado “custo Brasil” como um fator que impacta diretamente a produtividade e a capacidade de competir no mercado global.
Mineração no centro do futuro econômico
Para a CEO, o fortalecimento da mineração é estratégico não apenas para Minas Gerais, mas para todo o país. A atividade é vista como essencial para garantir cadeias de suprimento e atender à crescente demanda por recursos naturais no mundo.
A avaliação é de que, com ajustes estruturais e avanços regulatórios, o Brasil pode ocupar uma posição ainda mais relevante no cenário internacional da mineração.


