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Minas movimenta US$ 1,5 bilhão com Japão e aposta em minerais críticos para ampliar parceria

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A relação entre Minas Gerais e o Japão ganha um novo impulso com foco em minerais estratégicos. Tradicionalmente marcada pela exportação de minério de ferro e café, a parceria comercial busca agora avançar em áreas consideradas essenciais para o futuro da indústria global.

Atualmente, o fluxo comercial entre Minas e Japão já movimenta cerca de US$ 1,5 bilhão por ano. O volume reflete uma relação consolidada, mas que ainda apresenta potencial de crescimento, especialmente com a demanda crescente por minerais críticos utilizados em tecnologia e transição energética.

Minerais críticos atraem atenção internacional

O interesse japonês se intensifica diante da relevância do Brasil no cenário global de recursos minerais. O país possui uma das maiores reservas de terras-raras do mundo, o que desperta atenção de grandes economias.

Apesar do cenário promissor, entraves como a necessidade de ampliar a pesquisa mineral em escala nacional e a complexidade do ambiente regulatório ainda são obstáculos para novos investimentos.

Questões jurídicas e tributárias, consideradas excessivamente burocráticas, acabam afastando investidores mais cautelosos, especialmente em projetos de longo prazo ligados à mineração.

Segurança jurídica e pesquisa são prioridades

Especialistas apontam que o avanço do setor depende de maior previsibilidade regulatória e incentivos à pesquisa mineral. A ampliação do conhecimento sobre o potencial do subsolo brasileiro é vista como etapa fundamental para atrair capital estrangeiro.

Além disso, a redução da burocracia pode tornar o ambiente mais competitivo frente a outros países que também disputam investimentos nesse segmento.

Parceria industrial já consolidada

A cooperação entre Minas e Japão vai além do comércio de commodities. Empresas como CBMM, Panasonic, Cenibra e Usiminas já contam com participação japonesa em suas operações.

Nesse modelo, o Japão fornece produtos de alto valor agregado e tecnologia, enquanto o Brasil atua como fornecedor de matérias-primas, criando uma relação de complementaridade econômica.

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