A malha rodoviária de Minas Gerais entra em um novo ciclo com o início da operação do Lote 7 da Via Liberdade. A concessão coloca sob responsabilidade da Rota da Liberdade S.A. um total de 190 quilômetros de estradas, conectando importantes cidades e reforçando a logística regional.
O trecho contempla segmentos das rodovias BR-356, MG-262 e MG-329, ligando municípios estratégicos como Nova Lima, Itabirito, Ouro Preto, Mariana e Ponte Nova, além de outras localidades da região.
Investimento bilionário da Via Liberdade e contrato de longo prazo
O contrato, firmado em janeiro de 2026, estabelece uma concessão com duração de 30 anos e previsão de R$ 5 bilhões em investimentos. A fiscalização ficará a cargo da Artemig, que acompanhará a execução das obras e o cumprimento das metas estabelecidas.
Entre as principais intervenções programadas estão a duplicação de trechos da BR-356, a ampliação com terceiras faixas e acostamentos ao longo da malha, além da construção do contorno viário em Cachoeira do Campo, medida considerada estratégica para melhorar o fluxo e reduzir gargalos.
No primeiro ano de concessão, o foco será voltado à recuperação das condições atuais das vias. Estão previstas ações como requalificação do pavimento, обновação da sinalização, melhorias no sistema de drenagem e limpeza das áreas laterais das rodovias.
A cobrança de tarifas está condicionada à conclusão das primeiras intervenções. A proposta é garantir que motoristas e transportadores percebam ganhos concretos na qualidade das estradas antes do início da tarifação.
A concessão também inclui a ampliação dos serviços oferecidos aos usuários, com atendimento médico e mecânico disponível 24 horas, implantação de um centro de monitoramento operacional e bases de apoio ao longo do trajeto.
Entre os destaques estão a criação de um ponto de parada e descanso em Amarantina e a construção de uma área de escape na Serra da Santa, em Itabirito, voltada a aumentar a segurança em trechos críticos.
O projeto está inserido no Novo Acordo de Mariana, iniciativa voltada à compensação dos danos provocados pelo Rompimento da barragem de Fundão. A tragédia deixou 19 vítimas fatais e provocou impactos duradouros em diversas regiões de Minas Gerais e do Espírito Santo.


