Minas de ouro na Bahia seguem sob disputa que envolve acordo de US$ 1 bilhão

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Uma decisão recente reacendeu a disputa envolvendo importantes ativos minerais na Bahia. O Tribunal de Justiça da Bahia determinou a suspensão parcial de uma liminar que barrava a transferência de controle de duas minas de ouro para a empresa chinesa CMOC, preservando temporariamente a validade de um acordo avaliado em US$ 1,015 bilhão.

A negociação, concluída no fim de 2025, envolve ativos que vinham sendo operados pela Equinox Gold. Com a nova decisão, o negócio segue válido ao menos até que haja um posicionamento definitivo da Justiça sobre o caso.

A disputa teve início após questionamentos sobre a legalidade da operação, especialmente em relação à titularidade dos direitos minerários.

Bahia contesta venda de ativos

A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, responsável pelos direitos e pelo arrendamento das áreas à Equinox, argumenta que a transação desrespeita o contrato vigente. Segundo a companhia, os ativos pertencem ao Estado e não poderiam ser negociados sem autorização prévia.

Esse entendimento levou à concessão de uma liminar no início de março, suspendendo a operação. Entre os ativos envolvidos está também a mina Fazenda, além da unidade de Santa Luz, considerada uma das mais relevantes do pacote.

Empresa defende legalidade e busca diálogo

Em resposta, a Equinox Gold sustenta que a venda seguiu todas as normas legais aplicáveis no Brasil. A empresa também afirmou que a decisão judicial inicial teria impacto restrito à mina de Santa Luz, não abrangendo integralmente os ativos negociados.

Além disso, a companhia sinalizou disposição para dialogar com o governo estadual, buscando uma solução que equilibre os interesses comerciais e institucionais envolvidos.

O caso evidencia os desafios regulatórios e jurídicos que cercam grandes transações no setor mineral brasileiro, especialmente quando envolvem ativos estratégicos e participação de empresas internacionais.

Enquanto o julgamento definitivo não ocorre, o futuro das operações segue em aberto, mantendo o tema no radar de investidores e autoridades.

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