O processo de venda da participação majoritária da CSN Cimentos entrou em fase decisiva e já mobiliza interessados de diferentes regiões do mundo. Segundo executivos da Companhia Siderúrgica Nacional, a expectativa é de que a negociação seja concluída até o terceiro trimestre, com forte concorrência entre grupos asiáticos, europeus e investidores locais.
A companhia avalia que o cenário é favorável para uma disputa competitiva, o que pode elevar o valor do ativo e acelerar o plano de desalavancagem financeira.
Interesse global deve impulsionar disputa pelo ativo
De acordo com o diretor financeiro, Marco Rabello, o processo segue avançado e com múltiplos interessados analisando os ativos. A expectativa interna é de um leilão competitivo, com propostas robustas ao longo dos próximos meses.
A movimentação faz parte de uma estratégia mais ampla da empresa para reorganizar o portfólio e reduzir o nível de endividamento.
Dívida cresce, mas CSN Cimentos trata impacto como pontual
A CSN registrou aumento na alavancagem, atingindo 3,47 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. No entanto, a diretoria classifica o movimento como temporário, atribuindo o resultado a fatores extraordinários no fechamento do ano.
A empresa afirma que já iniciou uma ofensiva de venda de ativos para melhorar seus indicadores financeiros e fortalecer o balanço.
Novas operações envolvem energia e infraestrutura
Além da unidade de cimentos, a companhia também trabalha na criação de uma estrutura para negociar participações em ativos de energia e infraestrutura. Esse processo, porém, é considerado mais complexo e envolve análise regulatória, incluindo avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
Enquanto negocia a venda de ativos, a empresa está prestes a concluir uma operação de crédito utilizando a própria divisão de cimentos como garantia. A transação havia sido temporariamente afetada por instabilidades no mercado de crédito, mas foi retomada e deve ser finalizada em breve.
Concorrência chinesa pressiona setor siderúrgico
O presidente da companhia, Benjamin Steinbruch, destacou os desafios enfrentados pela indústria nacional diante da concorrência chinesa. Segundo ele, as empresas brasileiras não competem em igualdade de condições com fabricantes do país asiático.
Apesar disso, a CSN vê oportunidade no cenário atual, especialmente com medidas antidumping adotadas pelo governo federal. A expectativa é ampliar as vendas no mercado interno, principalmente em produtos de maior valor agregado.


