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Operação contra carvão ilegal cumpre 25 mandados e bloqueia mais de R$ 112 milhões em Minas, DF e SE

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Uma operação coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais avançou sobre um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao setor de carvão vegetal, com ações simultâneas em Minas Gerais, Distrito Federal e Sergipe. Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão contra investigados que podem responder por crimes financeiros, associação criminosa e infrações ambientais.

As investigações apontam para um sistema estruturado que atuava desde a produção até a comercialização do carvão, com indícios de irregularidades em diferentes etapas da cadeia.

Documentos falsos e carvão de origem irregular estão no centro da investigação

De acordo com a polícia, o esquema utilizava documentos ambientais adulterados para dar aparência legal à venda de carvão vegetal. Parte do material teria origem em áreas de vegetação nativa, enquanto outra parcela viria de plantações de eucalipto sem regularização adequada.

Essas práticas permitiam que o produto circulasse no mercado como se estivesse em conformidade com a legislação, dificultando a fiscalização e ampliando os danos ambientais.

Empresas em diversas cidades são alvo da apuração

As apurações indicam que investidores estrangeiros teriam realizado aportes em empresas localizadas em cidades como Várzea da Palma, Taiobeiras, Três Marias, Belo Horizonte e Rio Pardo de Minas, entre outras.

Segundo as investigações, essas empresas eram utilizadas para emitir notas fiscais, gerar créditos florestais e obter autorizações ambientais, mesmo apresentando capacidade produtiva incompatível com a estrutura declarada — em alguns casos, superior à de companhias consolidadas do setor.

Durante as ações de fiscalização, foram identificados quase 9 mil metros cúbicos de carvão vegetal ocultos com documentação irregular, avaliados em cerca de R$ 3,4 milhões. Os dados indicam impactos ambientais relevantes, principalmente pela exploração irregular de recursos naturais.

Como parte das medidas judiciais, foram bloqueados ativos financeiros que podem ultrapassar R$ 112 milhões, além da restrição de veículos avaliados em mais de R$ 10 milhões. Também houve suspensão de registros de empresas envolvidas e impedimento da emissão de documentos ambientais.

A investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão total do esquema.

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