As empresas Mosaic e Rainbow Rare Earths concluíram uma avaliação econômica preliminar (PEA) que aponta um investimento de US$ 279 milhões para produzir terras raras a partir de resíduos gerados na produção de fertilizantes em Minas Gerais.
O estudo considera o desenvolvimento de atividades de mineração associadas à implantação de uma planta com capacidade de 2,5 mil toneladas por ano, que seria instalada na operação de fosfato que a Mosaic mantém em Uberaba.
A iniciativa utiliza como base tecnológica um modelo semelhante ao adotado pela Rainbow no projeto Phalaborwa Rare Earths Project, desenvolvido na África do Sul. Nesse caso, as terras raras são extraídas a partir de resíduos de fosfato já processados, reduzindo a necessidade de novas frentes de lavra.
Caso avance, o projeto poderá transformar rejeitos industriais da cadeia de fertilizantes em uma nova fonte de minerais estratégicos, utilizados em tecnologias como turbinas eólicas, veículos elétricos e equipamentos eletrônicos.
A iniciativa também acompanha o movimento global de diversificação das fontes de terras raras, atualmente dominadas pela China, que concentra grande parte da produção e do processamento desses minerais no mundo.


