O Brasil pode ter nas mãos uma das maiores oportunidades econômicas do século. Estimativas apontam que as reservas conhecidas de terras raras no país equivalem a cerca de 186% do Produto Interno Bruto, quase o dobro de toda a riqueza gerada pela economia brasileira em um ano.
O cálculo foi apresentado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e considera valores de mercado internacionais desses minerais estratégicos combinados com o tamanho do Produto Interno Bruto brasileiro de 2024. O resultado evidencia o potencial econômico que o país possui no cenário global de minerais críticos.
Terras raras ganham protagonismo na economia mundial
As chamadas terras raras são um conjunto de elementos químicos considerados essenciais para tecnologias modernas e para a transição energética. Esses minerais estão presentes na fabricação de baterias, turbinas eólicas, semicondutores, equipamentos eletrônicos e diversos dispositivos de alta tecnologia.
Além disso, são fundamentais para setores ligados à inovação digital e ao avanço da Inteligência Artificial, que depende de componentes eletrônicos cada vez mais sofisticados.
Por causa dessa ampla aplicação industrial, países e grandes economias passaram a disputar o acesso e o controle desses recursos, considerados estratégicos para o desenvolvimento tecnológico e energético nas próximas décadas.
Brasil entra no radar da corrida global por minerais críticos
Com reservas relevantes e potencial ainda pouco explorado, o Brasil aparece como um dos protagonistas dessa nova corrida internacional por minerais estratégicos. A presença significativa de terras raras no território nacional reforça a importância do país no fornecimento de insumos fundamentais para cadeias produtivas globais.
Especialistas apontam que, se houver investimentos em infraestrutura, tecnologia e processamento mineral, o país pode ampliar sua participação nesse mercado e transformar as reservas em um importante motor de crescimento econômico.
O debate agora gira em torno de como estruturar políticas públicas, incentivar a indústria e atrair capital para aproveitar o potencial desses recursos, considerados cada vez mais essenciais para o futuro da economia mundial.


