O Brasil, com a segunda maior reserva de terras raras do mundo, só perde para a China, mas ainda não consegue competir no mercado global de refino desses minérios. Enquanto o país possui vastos recursos, a infraestrutura para processamento dessas substâncias é insuficiente. Em contraste, a Malásia está rapidamente se posicionando como uma potência global no refino de terras raras, o que pode mudar a dinâmica do setor.
O potencial do Brasil e o desafio do refino das terras raras
Embora o Brasil seja rico em terras raras, essenciais para tecnologias como baterias de carros elétricos e dispositivos eletrônicos, o país ainda está longe de maximizar seu potencial. A falta de capacidade de refino é um obstáculo para que o Brasil possa competir em pé de igualdade com gigantes do setor, como a China e, mais recentemente, a Malásia, que vem investindo fortemente na ampliação de suas capacidades de refino.
Vendo a oportunidade em meio à escassez de fornecimento de terras raras pela China, o governo brasileiro tem buscado atrair investimentos para desenvolver a infraestrutura necessária para refino e processamento. Em outubro, o Ministério de Minas e Energia criou um grupo especializado para assessorar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em decisões sobre minerais críticos, incluindo as terras raras.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou que o Brasil está moldando um modelo de desenvolvimento que vai além da extração de minérios. O país busca investir em ciência, tecnologia e inovação para se tornar não apenas um grande produtor, mas também um polo de refino e agregação de valor no setor mineral.
Além de seu grande potencial mineral, o Brasil também utiliza suas reservas de terras raras como uma ferramenta estratégica em negociações internacionais. Durante a presidência de Donald Trump, o governo brasileiro já fez uso dessa vantagem nas discussões sobre tarifas, destacando a importância do país como fornecedor de minérios essenciais para a indústria global.


