O município de Ouro Preto entrou em alerta na última semana depois que a mineradora BHP Billiton Brasil Ltda anunciou avanço do Projeto Rancharia – Fase 2 que envolve sondagens geológicas para quantificar reservas de minério de ferro na Parque Estadual do Itacolomi.
O Parque Estadual do Itacolomi está localizado em uma área de transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado e abriga ruínas históricas dentro da Zona de Amortecimento.
O que está em jogo no Projeto Rancharia?
Com a missão de explorar recursos minerais na região, a BHP Billiton Brasil busca expandir sua atuação no Brasil. O projeto, em sua fase atual, visa realizar uma série de sondagens geológicas com o objetivo de quantificar as reservas de minério de ferro.
A área escolhida para esse desenvolvimento está estrategicamente posicionada em uma região de grande importância ecológica e histórica, o que tem gerado debates acalorados entre especialistas ambientais, autoridades locais e a comunidade.
Estudo de impacto ambiental para o Parque Estadual do Itacolomi
Embora o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) tenha sido realizado, indicando a viabilidade do projeto, documentos técnicos apontam uma série de pontos críticos que preocupam especialistas na exploração do Parque Estadual do Itacolomi. Entre os maiores desafios estão os possíveis impactos no ecossistema da região e a proximidade com o Parque Estadual do Itacolomi, uma área de relevante importância ambiental e biodiversidade.
A Zona de Amortecimento do parque, onde o projeto se encontra, tem como objetivo proteger os recursos naturais, e qualquer alteração significativa na região pode comprometer o equilíbrio ecológico. Além disso, a presença de ruínas históricas em áreas adjacentes torna o local ainda mais sensível, considerando a preservação do patrimônio cultural.
Além dos impactos ambientais, a comunidade de Ouro Preto, que vive da preservação de seu patrimônio histórico e ambiental, também está atenta aos possíveis efeitos dessa exploração mineral.
A realização de sondagens geológicas pode acarretar alterações na paisagem, no uso da terra e até mesmo no abastecimento hídrico da região. Especialistas e moradores locais temem que o crescimento das atividades de mineração possa afetar de forma irreversível o equilíbrio da região, prejudicando a qualidade de vida e a sustentabilidade de Ouro Preto.


