Membros do Codema pedem mais tempo para analisar projeto da Vale sobre reaproveitamento de rejeitos em Itabira

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O pedido de anuência e Certidão de Uso e Ocupação do Solo apresentado pela mineradora Vale para reaproveitamento de rejeitos e bens minerais metálicos foi tema de discussão na reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) de Itabira.

A proposta, que visa a utilização de rejeitos acumulados em barragens, diques e cavas do Complexo Minerário de Itabira, gerou um pedido de vistas por parte dos conselheiros Patricia Freitas e André Viana, que solicitaram mais tempo para analisar a questão.

Proposta da Vale para o reaproveitamento de rejeitos e recuperação ambiental

A mineradora Vale apresentou o projeto nesta quinta-feira (12), com o objetivo de reaproveitar até 5 milhões de toneladas de bens minerais metálicos por ano. O projeto também prevê a recuperação de aproximadamente 5,8 milhões de metros cúbicos de material disposto em estruturas como os diques Minervino e Cordão Nova Vista, além das barragens de Conceição e do Rio do Peixe. As cavas Onça e Periquito também estão incluídas no reaproveitamento. O beneficiamento do material seria realizado nas usinas já existentes no complexo minerário.

A proposta da Vale busca dar uma destinação mais sustentável a esse material, aproveitando os resíduos das operações anteriores para extração de minerais metálicos e evitando o impacto ambiental contínuo dessas estruturas.

Dúvidas dos conselheiros e análise mais aprofundada necessária

Embora o projeto tenha sido reconhecido por sua relevância, alguns conselheiros expressaram preocupações e pediram mais tempo para uma análise mais detalhada. Patricia Freitas, conselheira e presidente da OAB Subseção Itabira, destacou a importância da proposta, mas enfatizou que ainda restavam dúvidas que precisavam ser esclarecidas para uma decisão consciente.

“Eu entendo a indiscutível importância do projeto, mas estudando fiquei com algumas dúvidas e quero analisar melhor até para ter uma consciência tranquila para votar favorável ou contra ao que vem sendo solicitado”, comentou.

Além disso, Patricia expressou preocupações relacionadas a moradores que vêm sendo removidos nas proximidades do Sistema Pontal, assim como a postura da mineradora em situações envolvendo a comunidade local. Essas questões sociais e ambientais precisam ser cuidadosamente avaliadas para garantir que o projeto traga benefícios para a região sem causar novos impactos negativos à população.

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