A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil está organizando um simpósio sobre minerais críticos em São Paulo, previsto para março de 2026. A proposta, confirmada pelo presidente interino do Ibram, general da reserva Fernando Azevedo e Silva, visa discutir parcerias estratégicas entre os dois países no setor de mineração, especialmente no contexto das terras raras.
O evento, que poderá contar com a presença das principais mineradoras brasileiras, vai buscar reforçar a segurança mineral global e reduzir a dependência da China no fornecimento desses recursos essenciais.
Estratégia de redução da dependência chinesa pelos minerais críticos
O simpósio ocorre em um momento estratégico, quando o governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, tem adotado uma postura agressiva para diminuir a dependência dos insumos produzidos pela China.
A China domina praticamente toda a cadeia global de minerais críticos, desde a mineração até o refino e a fabricação de produtos de alto valor agregado, o que tem gerado preocupações entre países ocidentais.
O principal ponto de discussão no encontro será a colaboração no setor de terras raras, um dos minerais mais estratégicos para diversas indústrias, como a de alta tecnologia e defesa.
O encarregado de Negócios dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, tem trabalhado para estabelecer um grupo de trabalho que explore parcerias no setor, especialmente após as restrições da China à exportação desses insumos.
Segundo dados da IEA (Agência Internacional de Energia), a China domina 91% do refino global de terras raras e é responsável por 94% da produção de ímãs permanentes utilizados em turbinas e equipamentos de defesa.


