O governo mexicano intensificou a busca por 10 trabalhadores de uma mineradora canadense, sequestrados no estado de Sinaloa, no noroeste do país. A operação foi significativamente ampliada e agora conta com o empenho de 1.190 pessoas, incluindo militares, membros da Guarda Nacional, policiais estaduais e representantes do Ministério Público.
O governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, anunciou o aumento do contingente no domingo (1º) por meio das redes sociais, destacando que três helicópteros armados e dois aviões estão sendo utilizados para localizar os mineradores.
Detalhes do sequestro e operação de resgate dos trabalhadores de mineradora
Os trabalhadores de mineradoras foram sequestrados no dia 23 de janeiro na pequena comunidade de Pánuco, localizada no município de Concordia. O grupo de mineradores estava a serviço da empresa canadense Vizsla Silver, em um complexo de mineração. Pánuco, uma localidade com cerca de 350 habitantes, foi o cenário do crime, que ocorre em meio a uma onda de violência crescente no estado, originada por disputas entre facções do cartel de Sinaloa.
Até o momento, as autoridades não confirmaram a nacionalidade dos sequestrados, mas a imprensa local informou que a maioria é originária de Sonora, estado vizinho.
Aumento da violência e controle da região
A região de Sinaloa tem sido um dos principais focos de violência no México, com um aumento substancial de conflitos desde setembro de 2024, principalmente devido à rivalidade interna dos cartéis locais. Além do sequestro, a violência tem afetado a política local, com dois deputados baleados na semana passada.
A operação de resgate dos trabalhadores de mineradora segue no contexto de uma crescente mobilização de forças de segurança. Na última quinta-feira, o governo federal enviou 1.600 militares adicionais para a área, elevando o total de agentes federais a cerca de 11 mil, como parte do esforço para restaurar a ordem e combater os grupos criminosos que dominam o território.


