Tribunal alemão marca audiências para responsabilizar Tüv Süd em processo sobre tragédia de Brumadinho

Publicado em

O tribunal distrital de Munique, na Alemanha, agendou três audiências para os dias 26 a 28 de maio de 2026, no processo movido por cerca de 1,4 mil vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, ocorrido em janeiro de 2019. A ação, que busca responsabilizar civilmente a Tüv Süd AG, empresa alemã responsável por certificar a estabilidade da estrutura, exige indenização de R$ 3,2 bilhões para as vítimas.

A busca por justiça e os argumentos da defesa pela tragédia de Brumadinho

O processo foi iniciado por moradores de Brumadinho e Mário Campos e está sendo conduzido pelo escritório Pogust Goodhead, que já atuou em outros casos de grande repercussão, como o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, em 2015. Os autores da ação alegam que a barragem da mina Córrego do Feijão não atendia aos padrões de segurança exigidos internacionalmente, e que a Tüv Süd falhou em atestar a estabilidade da estrutura, que acabaria cedendo e causando a morte de 272 pessoas.

Para a defesa da Tüv Süd AG, a empresa nega qualquer responsabilidade, alegando que as declarações de estabilidade emitidas pela sua subsidiária no Brasil foram legítimas, baseadas na legislação vigente e em laudos técnicos, incluindo uma vistoria realizada por autoridades brasileiras três meses antes do desastre.

O desfecho criminal no Brasil

Embora a ação civil esteja sendo tratada na Alemanha, o processo criminal no Brasil avançou apenas recentemente. Após sete anos da tragédia, o caso criminal será retomado com as audiências de instrução a partir de 23 de fevereiro de 2026, na 2ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte.

Nessa fase, será decidido se os envolvidos, incluindo 15 pessoas físicas (entre ex-diretores da Vale e funcionários da Tüv Süd), irão a júri popular. Eles respondem por homicídio doloso qualificado, caracterizado como dolo eventual, em razão da tragédia que chocou o país e o mundo.

Matérias Relacionadas

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

Mariana avança na política habitacional com construção de 352 apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida

Município assinou contratos para implantação de moradias populares e investimento de R$ 31,52 milhões em infraestrutura urbana; área também deverá receber novos projetos habitacionais

últimas Matérias

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

Entenda como o nióbio usado em aços automotivos pode aumentar a resistência dos veículos, reduzir o peso e contribuir para a eficiência energética. O setor já representa 33% dos negócios da CBMM

Ternium investe R$ 25 bilhões no Brasil e comemora 20 anos na Bolsa de Nova York

Ternium completa 20 anos na Bolsa de Nova York, investe R$ 25 bilhões no Brasil e amplia aportes na Usiminas, no Rio de Janeiro e na formação técnica