Sete anos depois do trágico rompimento da barragem em Brumadinho, a Vale faz avanços significativos na recuperação da região, com destaque para a execução de 81% do Acordo Judicial de Reparação Integral. Até dezembro de 2025, a mineradora já cumpriu grande parte das obrigações estabelecidas, alcançando um importante marco na reparação das vítimas e na recuperação ambiental.
O valor destinado para esse processo ultrapassou R$ 4 bilhões, atendendo não apenas às cláusulas com o poder público, mas também assegurando a compensação de danos cíveis e trabalhistas a mais de 17,5 mil pessoas em Brumadinho.
Execução do Acordo de Reparação do rompimento da barragem em Brumadinho
No setor de segurança de infraestrutura, a Vale atingiu um marco relevante em agosto de 2024. Após a revisão do nível de alerta da barragem Forquilha 3, em Ouro Preto, a mineradora eliminou a última estrutura com nível máximo de emergência de seu inventário. Esta ação faz parte do Programa de Descaracterização de Estruturas a Montante, que já completou 63% de suas atividades e desativou 19 das 30 unidades previstas, reforçando os esforços contínuos para garantir a segurança da população e do meio ambiente.
A recuperação ambiental também avançou de maneira expressiva. Com o término da remoção do maior volume de rejeitos no primeiro trecho do Rio Paraopeba, a mineradora se prepara para concluir a recuperação da área restante até o final do primeiro trimestre de 2026.
As ações de monitoramento, realizadas em 95 pontos de qualidade da água e 200 pontos de biodiversidade, mostram sinais positivos, com a fauna e flora da região se aproximando dos níveis anteriores à tragédia. Até agora, 240 hectares de Mata Atlântica foram recuperados, com o plantio de 300 mil mudas nativas, um esforço essencial para a regeneração ecológica da área.


