Em um novo estudo divulgado nesta terça-feira (13), a Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que o Brasil aplica uma carga tributária mais alta sobre a água mineral do que sobre bebidas açucaradas. A análise, que traz à tona preocupações sobre as políticas fiscais do país, aponta que a tributação elevada sobre a água engarrafada está dificultando o acesso da população a opções mais saudáveis.
O impacto da carga tributária sobre a água mineral para a saúde pública
Segundo o relatório, a atual estrutura de impostos no Brasil favorece produtos ultraprocessados, como refrigerantes e bebidas adoçadas, ao torná-los mais baratos para o consumidor. Ao mesmo tempo, a água mineral, um item essencial para a saúde, sofre com a taxação mais alta, o que contribui para tornar seu consumo menos acessível para muitas pessoas.
A OMS destaca que a política fiscal deveria ser revista, com foco na promoção do consumo de itens saudáveis. A organização argumenta que a redução de impostos sobre produtos como a água mineral e a taxação mais alta sobre bebidas prejudiciais à saúde poderia estimular mudanças nos hábitos alimentares da população, além de trazer benefícios para a saúde pública em longo prazo.
O que está em jogo: saúde e acesso
A discrepância na carga tributária entre a água mineral e as bebidas açucaradas é vista pela OMS como uma falha nas políticas fiscais do país. A taxação elevada sobre a água engarrafada não apenas encarece um produto fundamental, mas também coloca em risco a saúde pública, uma vez que os produtos ultraprocessados continuam a ser mais acessíveis.
A recomendação da OMS é que o governo brasileiro adote medidas fiscais mais alinhadas com os objetivos de saúde pública, criando incentivos para o consumo de alimentos e bebidas que promovam o bem-estar da população, como frutas, verduras e água potável.


