O ano de 2025 foi marcante para as empresas com projetos de terras raras no Brasil, que encerraram o ano com uma valorização impressionante em suas ações, chegando a até 390% de alta. Esse crescimento extraordinário reflete o aumento da demanda global por esses minerais, especialmente com o interesse crescente dos Estados Unidos em diversificar seus fornecedores além da China. Além disso, a discussão sobre a Política Nacional de Minerais Críticos, que tramita com urgência na Câmara dos Deputados, também contribuiu para a valorização das ações de empresas no setor.
O governo federal anunciou a criação de um conselho especial para tratar de minerais críticos e estratégicos, destacando a agenda mineral como uma das prioridades do Executivo. Essa iniciativa surge em um momento de forte crescimento no setor, com a valorização das ações das mineradoras, e demonstra o esforço do governo para garantir uma gestão eficaz desses recursos cruciais para o futuro econômico e tecnológico do Brasil.
Mineradoras australianas se destacam no Brasil na exploração de terras raras
Três das mineradoras com os maiores ganhos em 2025 são australianas, refletindo o crescente interesse internacional no Brasil como fornecedor de terras raras. A St George Mining, que opera no Projeto Araxá, em Minas Gerais, foi uma das mais destacadas, com uma valorização impressionante de 390% em suas ações. Outra empresa australiana de destaque foi a Viridis Mining and Minerals, cuja valorização alcançou 260% no mesmo período. A Viridis é responsável pelo Projeto Colossus, no sul de Minas Gerais, que contém reservas ricas em neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.
Além dessas, a Meteoric Resources, também australiana, teve um desempenho positivo, com um aumento de mais de 80% em suas ações. A empresa é proprietária do Projeto Caldeira, localizado no Complexo Alcalino de Poços de Caldas, no sudoeste de Minas Gerais, um dos maiores e mais avançados projetos de terras raras em argilas de adsorção iônica do mundo.


