O tema das terras raras tem se tornado cada vez mais relevante nas discussões estratégicas do setor mineral, principalmente com o avanço das parcerias entre a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Estas iniciativas buscam ampliar o conhecimento e o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao processamento e uso desses elementos, consolidando o Brasil como um player estratégico na cadeia global de terras raras.
Novas parcerias e eventos discutem o futuro das terras raras no Brasil
Em outubro, o IPT deu um passo importante com o lançamento da Rede de Mineração Urbana e Reciclagem Avançada (REMINERA), um projeto focado no desenvolvimento de tecnologias e modelos de negócios voltados para a recuperação de materiais estratégicos, como as terras raras. A ABM se uniu à iniciativa, trazendo sua expertise e sua rede institucional para fortalecer as pesquisas e os estudos que buscam aprimorar a indústria nacional de mineração.
Já em dezembro, no dia 3, a Regional Rio de Janeiro da ABM, em parceria com o CETEM, promoveu o evento “Terras Raras: Desafios e Oportunidades para o Brasil”. Com a presença de cerca de 200 pessoas, o encontro discutiu as oportunidades e os desafios relacionados à exploração e utilização das terras raras no país. Durante o evento, os pesquisadores Fernando Lins e Ysrael Marrero Vera apresentaram suas descobertas, enquanto o vice-coordenador de Processamento e Tecnologias Minerais do CETEM, Paulo Braga, moderou a discussão.
O valor estratégico das terras raras para o Brasil e o mundo
As terras raras, um grupo de 17 elementos químicos com propriedades magnéticas, catalíticas e ópticas únicas, são fundamentais para a produção de tecnologias avançadas, como motores elétricos, sensores e dispositivos miniaturizados. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial dessas substâncias, o que coloca o país em uma posição estratégica no cenário geopolítico global.
A pesquisadora Sandra Lúcia de Moraes, do IPT, destaca que o alto valor dessas substâncias está ligado ao seu desempenho tecnológico, especialmente em aplicações como ímãs de alta capacidade magnética, que são cruciais para motores mais eficientes e leves.
Com a crescente urgência da transição energética, o papel das terras raras se torna ainda mais importante. A produção de energias renováveis e sistemas eletrificados depende diretamente desses materiais, tornando-os essenciais para o futuro das tecnologias sustentáveis.


