O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou que a tarifa do pedágio na BR-381, na Rodovia Fernão Dias, passará por um reajuste após a nova licitação marcada para ocorrer em São Paulo. De acordo com o ministro, o trecho entre Belo Horizonte e a capital paulista apresenta atualmente uma das tarifas mais baixas das rodovias que cruzam Minas Gerais e São Paulo, o que não corresponde às crescentes necessidades de infraestrutura.
Aumento do pedágio da BR-381estaria ligado a defasagem na tarifa e as melhorias necessárias
Renan Filho explicou que o valor do pedágio cobrado atualmente está defasado devido à licitação anterior. Ele destacou que a falta de investimentos ao longo dos anos tem comprometido a qualidade da rodovia. Entre os principais problemas apontados estão a ausência de acessos adequados às cidades, a falta de viadutos e a má infraestrutura de trechos urbanos, questões que precisam ser resolvidas para garantir mais segurança e fluidez no tráfego.
A nova licitação, que deve envolver três grandes empresas — CCR, EPR e Arteris — prevê um investimento de cerca de R$ 14 bilhões. Os recursos serão destinados a obras como a construção de faixas adicionais, vias marginais, ajustes no traçado da rodovia e a implantação de Pontos de Parada e Descanso ao longo do trecho. O governo federal destaca que, sem essa concessão, a Fernão Dias poderia permanecer por mais uma década sem obras estruturais significativas, agravando ainda mais o congestionamento e a insegurança no trânsito entre Minas Gerais e São Paulo.
Cronograma de duplicação e prioridade para outras rodovias
Em relação à duplicação da BR-381, Renan Filho afirmou que o cronograma está mantido, com as obras previstas para começar em fevereiro. Ele garantiu que não será necessário um aporte de emendas parlamentares para completar o orçamento das obras. No entanto, o ministro sugeriu que a bancada mineira foque na destinação de recursos para outras rodovias que também precisam de melhorias, como a BR-251 e a BR-367, que enfrentam sérios problemas estruturais.
Com o novo modelo de concessão, o governo aposta que a tarifa de pedágio, associada aos investimentos privados, será a chave para modernizar a infraestrutura rodoviária sem aumentar as despesas públicas. Essa abordagem tem o apoio da ala mais econômica do governo, bem como de estados que buscam maior eficiência na concessão de serviços e obras de infraestrutura.


