A mineradora BBX do Brasil, subsidiária da australiana BBX, iniciou o processo de licenciamento ambiental necessário para dar início à exploração e exportação de terras raras em Apuí, cidade localizada no sul do Amazonas. A expectativa é de que a operação comece em 2027, com investimentos iniciais que somam cerca de R$ 200 milhões.
As terras raras, um conjunto de elementos essenciais para a produção de tecnologias avançadas, como eletrônicos e baterias, têm ganhado cada vez mais destaque no mercado global. A mineradora planeja, após cinco anos de atividade, iniciar um processo de refino de minerais na capital amazonense, Manaus. Isso pode consolidar ainda mais a posição do Brasil como fornecedor estratégico de recursos naturais essenciais para a indústria de alta tecnologia.
De olho no mercado de terras raras e parcerias internacionais
A BBX do Brasil está em negociações com potenciais compradores em diversas partes do mundo, incluindo Estados Unidos, China, França e Espanha. Esses países são grandes consumidores de terras raras, e a negociação pode abrir portas para novas parcerias comerciais e fortalecer ainda mais a posição do Brasil no mercado internacional.
A mineradora ainda está em fase de estudos e planejamento, mas a expectativa é de que, com o licenciamento e as futuras operações, o projeto gere um impacto positivo tanto na economia local quanto na projeção do Brasil no cenário global de mineração.
Com o início das operações previsto para 2027, o projeto também deve trazer benefícios para o desenvolvimento econômico da região, além de abrir novas oportunidades de empregos e infraestrutura.


