A gigante mineradora BHP anunciou, na segunda-feira (24), que desistiu de uma nova tentativa de aquisição da Anglo American, encerrando de forma inesperada uma abordagem que durou poucos dias. A movimentação ocorre após um período de discussões preliminares entre as duas empresas, e marca o fim da tentativa da BHP de frustrar a união já planejada entre sua rival menor, a Anglo, e a canadense Teck Resources.
Abordagem da BHP na Anglo American não foi adiante
A BHP confirmou que havia mantido conversas iniciais com a Anglo American, mas decidiu que não seguiria com a ideia de uma combinação das duas mineradoras. A empresa, em sua declaração oficial, afirmou que agora se concentrará no fortalecimento de seu portfólio atual, sem explorar novas aquisições. A desistência foi anunciada logo após a Bloomberg News divulgar que a BHP havia feito uma nova proposta para a Anglo, menos de um ano depois de já ter retirado uma oferta anterior.
De acordo com fontes próximas ao caso, a Anglo American rejeitou a proposta renovada da BHP, argumentando que a combinação com a Teck Resources continuava a ser uma opção mais vantajosa. A decisão da Anglo reflete o movimento estratégico da empresa para consolidar uma parceria com a Teck, que já está avançada, criando uma gigante do setor com foco em cobre e outros minerais essenciais para a transição energética global.
Pressões e disputas por ativos de cobre
O interesse renovado da BHP em adquirir a Anglo American também reflete as pressões que mineradoras ao redor do mundo enfrentam para aumentar suas escalas de produção, especialmente no mercado de cobre, um mineral chave na eletrificação do planeta.
Com a oferta de cobre diminuindo, mas a demanda aumentando à medida que o mundo investe em energias renováveis e veículos elétricos, as mineradoras estão competindo fortemente por ativos de qualidade. Mineradoras com grandes reservas de cobre se tornaram ainda mais valiosas, e suas ações são altamente disputadas por investidores.
A desistência da BHP ocorre em um momento crucial para a Anglo American e Teck Resources, que estão prestes a ver seus acionistas votarem em uma fusão que resultaria na criação de uma empresa avaliada em mais de US$ 60 bilhões. Esse movimento coloca as duas mineradoras em uma posição ainda mais forte, dificultando possíveis aquisições de grandes rivais no futuro.
O Cidades & Minerais entrou em contato com a BHP em busca de um posicionamento, mas, até o fechamento desta matéria, a empresa não se manifestou.


