Sigma Lithium prevê retomar operações no Vale do Jequitinhonha após fala polêmica da CEO

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As atividades de mineração da Sigma Lithium no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, deverão ser retomadas até ao final deste mês, com a expectativa de que a empresa alcance capacidade produtiva plena até ao primeiro trimestre de 2026. A previsão integra o relatório de resultados do terceiro trimestre de 2025, recentemente divulgado pela companhia.

Reestruturação após ruptura contratual

A lavra no complexo Grota do Cirilo, situado entre Itinga e Araçuaí, encontra-se suspensa desde setembro, quando a Sigma rompeu contrato com a Fagundes Construção e Mineração, responsável por parte das operações.

Logo após o anúncio da saída da prestadora de serviços, a empresa iniciou um processo de atualização operacional, que incluiu a substituição de fornecedores, a renovação de equipamentos e a modernização da frota utilizada na mina. A Sigma explicou, à época, que o objetivo era reforçar a eficiência, melhorar a competitividade e estender para a área de mineração os mesmos padrões de saúde e segurança aplicados na área industrial.

Entre as iniciativas comunicadas pela empresa estão a digitalização dos sistemas de controlo da operação, a adopção de equipamentos com maior capacidade e a contratação direta de frotas junto a fabricantes internacionais. As mudanças fazem parte de um plano destinado a reduzir custos, aumentar a produtividade e tornar a operação mais segura.

Declarações polémicas da CEO da Sigma Lithium geraram reações no Vale

Paralelamente ao processo de reestruturação, a Sigma enfrenta críticas intensas na região. Durante uma entrevista, a CEO da empresa, Ana Cabral, afirmou que a Sigma “treinou uma geração perdida” e que, antes da chegada da companhia, as pessoas eram “mulas d’água”. As declarações provocaram forte indignação entre autoridades e moradores do Vale do Jequitinhonha, que consideraram as frases um profundo desrespeito à dignidade das comunidades locais.

O vereador Cido de Judite, do município de Jenipapo de Minas, foi uma das vozes mais ativas nas redes sociais ao expressar repúdio às afirmações atribuídas à executiva. A fala gerou mobilização de lideranças locais, reacendendo debates sobre a relação da mineradora com os municípios afetados pelo projeto.

Veja o vídeo: https://www.instagram.com/p/DRK8Q9LAiBd/

Apesar da controvérsia pública, a empresa mantém o cronograma de retomada da produção e prevê normalizar a operação da Grota do Cirilo em breve. A retomada das atividades coincide com projetos de expansão já anunciados para os próximos anos.

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