Na tarde da terça-feira (18), a BR-381 foi novamente palco de um grave acidente, um reflexo do caos que a rodovia tem vivido nos últimos anos. Em meio a esse cenário de crescente violência no trânsito, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promoveu uma audiência pública para discutir temas cruciais, como a segurança, a instalação de pedágios e as obras de duplicação da via. No entanto, o que deveria ser um momento de esclarecimento e cobrança, acabou gerando mais frustração entre os participantes, pois tanto a concessionária Nova 381 quanto o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estavam ausentes, apesar da gravidade da situação.
Audiência pública sem representantes das partes responsáveis pela BR-381
Convocada pela Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da ALMG, a audiência teve como objetivo debater as condições da rodovia e a falta de avanço nas obras de duplicação, que se arrastam por anos sem solução definitiva. Os deputados e especialistas presentes não pouparam críticas à concessionária Nova 381, responsável pela administração do trecho, e ao DNIT, que tem sido apontado como responsável pela fiscalização e pela implementação das melhorias prometidas.
A ausência dos representantes das duas entidades, em um momento tão crítico, foi vista como um desrespeito à população mineira, que enfrenta diariamente congestionamentos, acidentes frequentes e uma infraestrutura precária, o que tem gerado não apenas perdas de vidas, mas também prejuízos econômicos consideráveis para a região.
A BR-381 continua sendo uma das rodovias mais perigosas do país. A falta de duplicação e a ineficiência na gestão da via contribuem para o aumento de acidentes graves, colocando em risco a vida de motoristas e passageiros. As autoridades estaduais têm pressionado o governo federal para que tome providências urgentes, como a aceleração das obras e a revisão da concessão que envolve pedágios abusivos.
Outro ponto abordado durante a audiência foi o alto custo dos pedágios cobrados ao longo da rodovia, que, segundo os presentes, não correspondem à qualidade dos serviços prestados. Os valores exorbitantes são um peso para os motoristas que, além de pagar por um serviço caro, ainda enfrentam o risco de acidentes e o desgaste de uma infraestrutura de baixa qualidade.
Além disso, a ausência de fiscalização efetiva e o prolongamento das obras de duplicação aumentam a insatisfação da população e das autoridades locais, que têm buscado respostas sem sucesso.


