Durante sua fala na COP30, o prefeito de Parauapebas, Aurélio Goiano, fez um pronunciamento ao afirmar que a mineradora Vale seria responsável por impactos severos no município e que a mineradora teria débitos expressivos com a cidade. Ele mencionou publicamente um valor de R$ 10 bilhões, apontando ainda prejuízos às comunidades locais, incluindo os povos indígenas da Terra Xikrin do Cateté.
Resposta da Vale e defesa de suas operações
Com a repercussão das acusações, a Vale divulgou nota afirmando que cumpre regularmente todas as obrigações fiscais relacionadas às suas atividades em Parauapebas. A mineradora declarou que seus processos tributários e de recolhimento da CFEM são auditados, acompanhados e discutidos nos âmbitos legais e administrativos.
A empresa informou que, entre 2020 e agosto de 2025, recolheu cerca de R$ 6 bilhões em ISS e CFEM no município. Além disso, destacou que gera mais de 30 mil empregos diretos e indiretos e movimentou R$ 4,5 bilhões em compras de fornecedores locais apenas no primeiro semestre deste ano.
No campo social, a companhia afirmou ter investido mais de R$ 72 milhões em ações voltadas para educação, saúde, geração de renda, combate à pobreza, atividades esportivas e apoio a associações de moradores nos últimos cinco anos. Também citou repasses destinados ao Conselho do Idoso e ao Fundo da Infância.
Outro ponto ressaltado pela Vale foi o termo de compromisso no valor de R$ 100 milhões, firmado em setembro com a prefeitura, para impulsionar projetos de saúde, infraestrutura e diversificação econômica. A empresa reforçou que mantém diálogo institucional aberto com o município e reiterou seu compromisso com o desenvolvimento regional.


