Diante da procura do mundo pelos minerais críticos e sua grande exploração no setor mineral brasileiro, Emir Calluf, presidente da BHP Brasil, destacou que a mineradora está determinada a se reposicionar como um player global relevante, retomando projetos no Brasil e focando nos chamados “minerais do futuro”. Durante o Invest Mining Summit 2025, ele afirmou que a BHP está empenhada em destravar valor no país e incentivar todo o setor mineral, com um olhar voltado para minerais essenciais para a transição energética. “Precisamos mudar o jogo e sermos mais relevantes nesse cenário global”, disse Calluf.
BHP e avanços no Brasil: acordo de reparação e retomada da Samarco
A mineradora também celebrou dois avanços significativos no Brasil. O primeiro foi o acordo de reparação e compensação assinado com o governo federal após o rompimento da barragem de Mariana, em 2015.
O segundo foi a retomada das operações da Samarco, uma joint venture entre a BHP e a Vale, que havia sido paralisada devido ao acidente. Calluf destacou que essas iniciativas são fundamentais para a continuidade das operações da mineradora e para a recuperação da confiança no setor.
Minerais do futuro: cobre, ferro e potássio como pilares da transição energética
O foco da BHP está em minerais estratégicos como cobre, minério de ferro e potássio. Calluf ressaltou que, para suportar a estrutura energética do futuro, será necessário investir fortemente não apenas em infraestrutura energética, mas também em minerais que são essenciais para a eletrificação. “O cobre, especialmente, será fundamental para a transição energética global, mas os desafios são grandes”, afirmou o executivo.
Calluf apontou que a mineração enfrenta desafios cada vez mais complexos, especialmente no que diz respeito ao cobre. As descobertas de novas minas estão sendo feitas em locais onde os teores dos minérios são cada vez mais baixos, o que torna a exploração mais difícil e cara.
Além disso, ele mencionou as questões relacionadas à escassez de água como um fator de complicação crescente para o setor, que já enfrenta a pressão de atender à crescente demanda por cobre e outros minerais até 2050, quando a demanda global de cobre deverá dobrar.


