A Vale registrou lucro líquido de US$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou as estimativas do mercado, que apontavam para um lucro de US$ 2,1 bilhões, segundo dados da LSEG, e foi impulsionado pelos bons desempenhos dos segmentos de minério de ferro e cobre.
O Ebitda ajustado da mineradora somou US$ 4,4 bilhões, avanço de 21% na comparação anual, enquanto a receita líquida atingiu US$ 10,4 bilhões, alta de 9%. De acordo com a companhia, o desempenho reflete o aumento da produção, a elevação nas vendas e os melhores preços de seus principais produtos.
Na semana anterior, a Vale havia divulgado sua maior produção trimestral de minério de ferro desde 2018, com crescimento superior a 5% nas vendas. O presidente-executivo da empresa, Gustavo Pimenta, afirmou que os resultados reforçam a confiança no futuro da mineradora e na geração de valor para todos os stakeholders. Ele destacou ainda que o cobre apresentou seu melhor resultado para um terceiro trimestre desde 2019, enquanto o níquel manteve trajetória de redução de custos.
A companhia informou também que revisou para baixo as estimativas de custos de seus projetos de cobre e níquel para 2025, reforçando o compromisso com eficiência e rentabilidade.
No campo estratégico, a Vale ressaltou que sua estratégia de vendas foi bem-sucedida, apoiada na ampliação da oferta de produtos blendados e concentrados, o que garantiu um ganho de US$ 2 por tonelada no prêmio de finos de minério de ferro em relação ao trimestre anterior. Segundo a empresa, a flexibilidade da cadeia de valor tem permitido ajustar a oferta conforme as demandas dos clientes, maximizando o valor entregue.
Vale lança novo produto em Carajás
Outro destaque foi o lançamento do produto de médio teor de Carajás, no Pará, que contribuiu para a otimização das operações na maior mina da companhia e favoreceu a redução dos custos “all-in” do minério de ferro. O indicador caiu 4% na comparação anual, para US$ 52,9 por tonelada, beneficiado também por menores custos de frete.
O fluxo de caixa livre recorrente totalizou US$ 1,6 bilhão, um aumento de US$ 1 bilhão frente ao mesmo trimestre de 2024, impulsionado pela alta do Ebitda. A dívida líquida expandida encerrou o período em US$ 16,6 bilhões, uma redução de US$ 0,8 bilhão na comparação trimestral, reflexo da forte geração de caixa.
Os investimentos da mineradora chegaram a US$ 1,3 bilhão no trimestre, mantendo a empresa no caminho para atingir o guidance de US$ 5,4 a US$ 5,7 bilhões em 2025.
Por fim, a Vale informou que o programa de reparação da tragédia da Samarco, controlada em conjunto com a BHP, segue avançando. Até 30 de setembro de 2025, já foram desembolsados R$ 70 bilhões em ações de compensação e recuperação socioambiental.
Com resultados acima das expectativas e indicadores financeiros sólidos, a Vale reforça sua posição entre as maiores mineradoras do mundo, sustentada por uma gestão de custos eficiente, aumento de produtividade e foco em geração de valor de longo prazo.


