Em uma reviravolta importante nas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, o governo chinês anunciou a suspensão, por um período de um ano, das restrições impostas às exportações de terras raras e outros materiais estratégicos. A medida ocorre após um consenso alcançado entre as duas potências durante uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que aconteceu na Coreia do Sul. A decisão foi anunciada hoje pelo Ministério do Comércio chinês, em um comunicado oficial.
O impacto das terras raras na guerra comercial e o alívio para a indústria global
As terras raras, materiais essenciais para setores como eletrônica, defesa, veículos elétricos e outras indústrias de alta tecnologia, eram parte de um conjunto de restrições comerciais implementadas pela China a partir de 9 de outubro. O movimento foi uma resposta à crescente disputa comercial com os EUA. A China, que domina o processamento global desses materiais, havia decidido limitar suas exportações, o que gerou preocupação entre os governos e indústrias dependentes dessas matérias-primas. Essa ação provocou forte reação do presidente Donald Trump, que chegou a ameaçar impor uma tarifa de 100% sobre os produtos chineses a partir de novembro.
A medida de suspensão, que será válida por um ano, foi parte de um acordo mais amplo entre Trump e Xi Jinping, que também incluiu uma redução nas tarifas impostas pelos EUA sobre a China. Trump anunciou que, após a cúpula, a tarifa de 20% sobre certos produtos chineses seria reduzida para 10%. Esse gesto é visto como um sinal de distensão nas relações comerciais entre os dois países, com promessas de cooperação futura, como a retomada da compra de soja norte-americana pela China.
O entendimento sobre as terras raras também foi consolidado durante conversações preparatórias entre os negociadores de ambos os países, realizadas recentemente na Malásia. Este passo é um alívio para os mercados globais que dependem fortemente das exportações chinesas desses materiais estratégicos.
O encontro de hoje entre Trump e Xi Jinping, que durou cerca de duas horas em uma base militar em Busan, também selou o compromisso de uma nova reunião entre os dois líderes, marcada para abril de 2026, na China. A continuidade das negociações e promessas de cooperação, incluindo o tratamento de questões como o tráfico de fentanil, mostram sinais de uma possível estabilização das relações entre os EUA e a China, após meses de tensões comerciais.


