A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) se aproxima e, com ela, um cenário decisivo para a atuação do Brasil em questões climáticas. Em reunião recente, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) reforçou sua estratégia para destacar o papel da mineração brasileira na transição energética global.
A COP30 será realizada em Belém, no Pará, em novembro de 2025, e o Brasil, como presidente do evento até 2026, terá um papel central nas discussões globais sobre mudanças climáticas. O setor mineral do país, reconhecendo sua relevância, se prepara para assumir um protagonismo nas negociações internacionais, com foco em soluções concretas e responsáveis para o clima.
O papel estratégico da mineração na transição climática global
Durante o encontro, o diretor-presidente do IBRAM, Raul Jungmann, enfatizou a importância da mineração na transição energética. A mineração brasileira, com sua produção de minerais críticos como lítio, cobre e terras raras, desempenha um papel essencial na aceleração da transição para fontes de energia mais limpas.
Esses materiais são fundamentais para a produção de baterias de veículos elétricos, painéis solares e outros dispositivos que ajudam a reduzir as emissões de carbono.
“Estamos nos preparando para apresentar compromissos concretos, com metas claras e baseadas em dados”, afirmou Jungmann. A preocupação com a pegada de carbono da atividade mineral será uma das pautas centrais, com o setor se propondo a mapear e mitigar suas emissões para contribuir de maneira mais eficaz com a descarbonização da economia global.
O embaixador André Corrêa do Lago, responsável pela presidência da COP30, elogiou a postura do IBRAM e a maturidade do setor mineral brasileiro. Para ele, a mineração no Brasil já avançou significativamente em práticas sustentáveis e responsáveis. “O papel do IBRAM tem sido fundamental para separar o que é legal e o que é ilegal no setor, e para promover uma atuação mais sustentável”, declarou.
Corrêa do Lago também destacou que a COP30 representará uma oportunidade única para redefinir a imagem pública de setores chave da economia brasileira, como a mineração e a agropecuária. A contribuição do setor mineral com matérias-primas essenciais à transição energética deverá ser amplamente reconhecida, tanto pelo público nacional quanto internacional.
Legados e continuidade das ações após a COP30
A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, também participou do encontro e ressaltou a importância de garantir que as discussões da conferência não fiquem restritas ao evento em si. Para ela, um dos maiores desafios após cada COP é garantir que os compromissos assumidos sejam transformados em ações concretas e duradouras. “Precisamos trabalhar para garantir que as propostas continuem a ser discutidas e implementadas após o evento”, afirmou Ana Toni.
Com o Brasil presidindo a COP30 até 2026, o país terá um período crucial para consolidar as iniciativas e expandir o diálogo com os setores estratégicos, para que as propostas não se percam no volume de informações geradas durante a conferência.
O setor mineral brasileiro, comprometido com a sustentabilidade e com a transição energética global, se prepara para destacar sua contribuição essencial na luta contra as mudanças climáticas, em um evento que promete ser um marco para o futuro do planeta.


