Recentemente, casos de intoxicação por metanol em São Paulo, associados à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas, vêm gerando grande preocupação entre autoridades de saúde e de segurança pública. O metanol, substância altamente tóxica e de difícil identificação, tem sido utilizado por falsificadores para adulterar bebidas de marcas conhecidas, como gin e vodca. A prática criminosa está sendo investigada, mas ainda não há esclarecimentos sobre qual etapa da produção ou distribuição foi comprometida.
O metanol, um álcool simples utilizado em diversas indústrias como fabricação de formaldeído e anticongelantes, tem se mostrado um risco grave à saúde humana. Sua ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode causar náuseas, tonturas, convulsões, cegueira e até levar à morte.
O metanol nas bebidas adulteradas e os riscos para a saúde
A adulteração de bebidas alcoólicas com metanol acontece principalmente no mercado informal, em que o álcool é “batizado” antes de ser comercializado. Porém, as autoridades ainda não conseguiram identificar todos os responsáveis por essa prática criminosa nem quais outros produtos destilados podem estar comprometidos. Especialistas alertam para a gravidade do problema, que afeta diretamente a saúde pública e compromete a segurança dos consumidores.
A ingestão de metanol pode causar intoxicação grave, e as vítimas precisam de atendimento médico imediato. A Secretaria de Saúde de São Paulo orienta a população a procurar rapidamente os serviços de emergência ao suspeitar de intoxicação, enquanto o Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) disponibiliza números para orientação.
A intoxicação por metanol é tão séria que, em condições extremas, pode levar à morte, com apenas pequenas quantidades da substância. O alerta é claro: bebidas de origem duvidosa, sem rótulo, lacre ou selo fiscal, devem ser evitadas, pois representam um grande risco à saúde.
A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) sugere que o metanol utilizado nas adulterações pode ter origem no tráfico de combustíveis, principalmente por grupos criminosos como o PCC. Investigações recentes apontaram que postos de gasolina estavam adulterando combustíveis com até 90% de metanol, o que é ilegal, pois a ANP só permite até 0,5% dessa substância. A hipótese é que o metanol desviado para esse mercado ilícito esteja agora sendo usado também para adulterar bebidas.
Prevenção e recomendações
As autoridades orientam bares e casas noturnas a redobrarem a vigilância quanto à origem das bebidas que vendem, e à população a adquirir apenas produtos de fabricantes regulamentados. Para proteger a saúde e a segurança, a recomendação é sempre conferir o rótulo, o lacre de segurança e o selo fiscal antes de consumir bebidas alcoólicas.
A situação exige atenção redobrada, e tanto consumidores quanto comerciantes precisam estar cientes dos riscos envolvidos na ingestão de produtos adulterados.


