A região de Altmark, conhecida pela sua tradição na produção de gás e petróleo, está agora chamando a atenção da indústria de lítio. Um estudo preliminar realizado pela Neptune Energy aponta que a área poderia abrigar até 43 milhões de toneladas de carbonato de lítio equivalente (LCE), um volume significativo que poderia fortalecer a busca da Alemanha por independência nesse insumo estratégico.
Estudo preliminar indica que a reserva de lítio pode ser chave para reduzir a dependência da Europa da China
Esse potencial representa um avanço importante para a União Europeia, que tem metas ambiciosas para reduzir a dependência de importações de matérias-primas cruciais, especialmente da China. Atualmente, mais de 90% do lítio consumido na Europa vem de fora, sendo a China a maior fornecedora e dona de grande parte da cadeia de produção. A União Europeia estabeleceu que até 2030, 10% do lítio consumido deverá ser extraído no continente, e 40% deverá ser processado dentro da região.
Contudo, especialistas da Agência Alemã de Recursos Minerais alertam que os 43 milhões de toneladas de lítio estimados ainda não foram confirmados como reservas exploráveis. O estudo, embora promissor, se baseia em recursos geológicos que não estão garantidos para extração econômica, o que implica que fatores técnicos, econômicos e ambientais precisam ser cuidadosamente analisados. Além disso, a exploração de recursos como os de Altmark exige um equilíbrio entre viabilidade econômica, sustentabilidade ambiental e aceitação social.
A exploração de lítio na Alemanha poderia reduzir em até 50% a dependência europeia de fornecedores externos até 2030, o que é visto como essencial para abastecer baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia, setores fundamentais para a transição energética. A busca pela autossuficiência em lítio, portanto, não é apenas uma questão de economia, mas também de segurança energética e ambiental no futuro da Europa.


