Durante a Semana do Clima de Nova York, o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, ressaltou a importância da mineração para uma economia mais sustentável. Ele destacou o papel central do setor na transição energética e a relevância de minerais estratégicos para alcançar a sustentabilidade.
Peso histórico da mineração e sua invisibilidade
Raul Jungmann começou sua intervenção lembrando o peso histórico da mineração, com raízes profundas na Revolução Industrial, especialmente com a extração de carvão para a geração de energia. Esse passado, aliado a acidentes industriais, ainda afeta a percepção pública do setor. No entanto, ele destacou que, apesar da “invisibilidade” da mineração, ela está presente em quase todos os aspectos da vida moderna, desde os edifícios e celulares até as joias e a água.
Jungmann enfatizou que a mineração é indispensável para a transição para uma economia de baixo carbono, mencionando minerais cruciais como níquel, lítio, estanho, terras-raras, ferro e aço, que são fundamentais para as alternativas energéticas mais sustentáveis. “Não há possibilidade de uma transição para uma economia de baixo carbono sem a mineração”, afirmou, destacando também que a pandemia reforçou a necessidade de fortalecer as cadeias de valor nacionais.
Importância dos minerais para o mundo
Para o Brasil, Jungmann abordou a importância de minerais como potássio e fosfato, essenciais para a agricultura e segurança alimentar do país. Ele apontou que o futuro depende da mineração responsável e de longo prazo, com uma abordagem mais sustentável.
O presidente do IBRAM também sublinhou que o setor minerário vem se adaptando cada vez mais a práticas sustentáveis, incluindo a descarbonização das operações e a reutilização de materiais. Ele concluiu que a sustentabilidade deve ser o alicerce das estratégias empresariais no setor. “A sustentabilidade deve dar suporte ao lucro, e não o contrário”, afirmou, reforçando a necessidade de uma mineração responsável.
Além de Jungmann, o evento contou com a participação de representantes de organizações como IPAM Amazônia, Natura e Hydro.


