A mineradora Vale, que tem suas raízes em Itabira, onde foi fundada em 1942, pode prolongar a atividade de suas minas na região por mais tempo. Durante a assinatura do novo acordo de investimentos em Itabira de R$ 60 milhões em parceria com a prefeitura e a UNIFEI, o diretor de Relações Institucionais da empresa, Marcelo Klein, revelou que a mineradora está revisando seus planos geológicos para confirmar novas perspectivas de exploração mineral na cidade, com uma possível ampliação da vida útil do complexo minerário até 2042.
Novos estudos podem estender o prazo de exploração da Vale em Itabira
Atualmente, a Vale tem autorização para explorar as jazidas até 2041, conforme o plano geológico vigente. No entanto, Klein destacou que a empresa está realizando novas sondagens e revisões nos dados de exploração. Isso significa que o prazo de operação pode ser ampliado, com uma previsão de que as minas continuem ativas por mais anos, dependendo dos resultados das pesquisas geológicas.
“Estamos revendo o plano geológico, que é uma prática comum. Temos novas sondagens e uma nova variação nos dados, o que pode levar à revisão dos valores e ao prolongamento das operações em Itabira”, afirmou Marcelo Klein.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, também reforçou que a mineradora está atenta ao potencial da região e que novas áreas estão sendo avaliadas para exploração. “Itabira ainda tem muito minério para ser explorado. Estamos operando na região até 2042, mas continuamos estudando o terreno. Acreditamos que há mais recursos disponíveis para prolongar nossa atuação na cidade”, disse Pimenta.
Embora as declarações sobre o prolongamento das operações sejam otimistas, Marcelo Klein fez questão de frisar que a decisão final dependerá dos resultados das sondagens em andamento. Segundo ele, a Vale realiza essas avaliações de maneira constante em todas as suas minas, com o objetivo de garantir a viabilidade econômica e ambiental da exploração mineral.


