O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) vai firmar um convênio com a Polícia Federal até o final deste ano para criar um banco de amostras de ouro. O objetivo é rastrear a origem do minério comercializado, dificultando a venda ilegal do metal precioso. A confirmação foi feita na terça-feira (23) por Júlio Neri, diretor de assuntos minerários do Ibram, durante o Fórum Brasileiro pelo Ouro Responsável, realizado em Brasília.
Desafios e oportunidades no combate ao ouro ilegal
O banco de amostras, que está sendo denominado “Ouroteca”, será fundamental para mapear as características específicas de cada jazida e rastrear a origem do ouro. Segundo Neri, cada jazida possui características únicas, o que torna possível verificar a procedência de cada amostra de ouro. O executivo destacou que, apesar dos desafios, o trabalho de catalogação tem avançado, e já é possível provar, por exemplo, que uma amostra não provém de uma determinada jazida.
A alta cotação do ouro, que atualmente atinge US$ 3.780 por Onça Troy (aproximadamente R$ 680 por grama), tem atraído criminosos para a exploração ilegal. Neri ressaltou que o poder de polícia, especialmente por parte do governo, será crucial para coibir essas ações ilícitas e garantir uma rastreabilidade eficaz.


