Em um importante passo para a reparação dos danos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 51.414.949,92 para os municípios do Vale do Aço. O valor foi estabelecido através da Portaria GM/MS nº 8.118, de 17 de setembro de 2025, e será utilizado exclusivamente em ações e serviços públicos de saúde nas cidades de Coronel Fabriciano, Ipatinga, Timóteo e Santana do Paraíso. A decisão faz parte de um acordo judicial firmado após o desastre ambiental ocorrido em 2015.
Repasse para os municípios do Vale do Aço
O repasse será realizado conforme o plano de ação em saúde de cada cidade, que deve ser aprovado previamente pelas instâncias de governança do acordo judicial. A divisão dos recursos autorizados pelo Ministério da Saúde foi feita da seguinte forma:
Santana do Paraíso: R$ 13.607.682,55
Timóteo: R$ 9.526.932,13
Ipatinga: R$ 21.167.973,75
Coronel Fabriciano: R$ 7.112.361,49
O total repassado para a região do Vale do Aço chega a R$ 51.414.949,92, valor que será fundamental para melhorar a infraestrutura e os serviços de saúde pública.
Esses recursos fazem parte do compromisso das empresas Samarco, Vale e BHP Billiton em reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, o maior desastre ambiental da história do Brasil. Além do impacto ambiental, a tragédia causou sérios prejuízos à saúde e à qualidade de vida das populações afetadas.
Os valores autorizados serão aplicados em várias áreas, como atenção primária à saúde, estruturação da rede de saúde local, vigilância sanitária e no fortalecimento do sistema público de saúde. O objetivo é restaurar e melhorar a qualidade dos serviços de saúde na região, que foi severamente impactada pelo desastre.
O repasse foi uma das medidas acordadas judicialmente, refletindo o esforço das empresas responsáveis pelo rompimento em cumprir com suas obrigações de reparação. A expectativa é que os recursos ajudem a garantir que a população do Vale do Aço tenha acesso a uma saúde mais eficiente e estruturada, com uma rede mais robusta de serviços públicos.
Esses repasses fazem parte de um esforço contínuo para mitigar os efeitos do desastre e promover uma recuperação sustentada na região, especialmente em áreas essenciais como a saúde pública.


