O Brasil encerrou agosto de 2025 com um superávit de USõç29,861 bilhões, alta de 3,9% em comparação com agosto de 2024.
As importações, por sua vez, recuaram 2%, totalizando US$ 23,728 bilhões, marcando o primeiro declínio mensal do ano. Esse movimento reflete os efeitos de uma política monetária restritiva e a moderação da atividade econômica no Brasil. A nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA, que entrou em vigor em 6 de agosto, impactou significativamente as exportações para o país, que caíram 18,5% em relação ao ano passado.
O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, destacou que esses choques tarifários são determinantes para as movimentações comerciais, sugerindo que a cobrança de tarifas pode ter elevado os preços e reduzido a demanda.
Destaques das Exportações e Importações
No setor, a indústria extrativa teve o maior aumento nas exportações, com alta de 11,3%, totalizando USõáçã6,7 bilhões. Em contrapartida, as exportações da indústria de transformação caíram 0,9%, somando US$ 15,8 bilhões.
Entre os produtos que se destacaram, houve um aumento de 18% nas vendas de petróleo bruto e 56% na carne bovina. Por outro lado, as vendas de farelo de soja e açúcar apresentaram quedas significativas.
No acumulado dos primeiros oito meses de 2025, a balança comercial registrou um saldo de USõ227,583 bilhões, um aumento de 0,5%, enquanto as importações alcançaram US$ 184,771 bilhões, com um crescimento de 6,9%.
O cenário atual reflete desafios e oportunidades para o comércio exterior brasileiro, que continua a se adaptar às novas realidades do mercado global.


