O grupo executivo da Rodovia do Minério avançou em uma proposta que pode transformar a logística da mineração na região Central de Minas Gerais. Uma das medidas em discussão é a abertura da Estrada Pico-Fábrica, uma via de 24 quilômetros administrada pela Vale, para o uso compartilhado com outras mineradoras.
A Estrada Pico-Fábrica, atualmente de uso restrito da Vale, conecta a Mina do Pico, em Itabirito, à Mina de Fábrica, em Congonhas, atravessando áreas estratégicas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A possibilidade de uso por terceiros representa uma tentativa concreta de desafogar o tráfego pesado nas rodovias federais BR-040 e BR-356, onde o vaivém de caminhões carregados de minério tem sido um dos principais gargalos do trânsito.
Objetivo da liberação da Estrada Pico-Fábrica é conectar terminais ferroviários sem sobrecarregar vias públicas
A proposta na Estrada Pico-Fábrica tem como meta permitir que os caminhões de outras mineradoras da região possam acessar os terminais ferroviários da área diretamente pela Estrada Pico-Fábrica. Isso possibilitaria o embarque da carga em trens de forma mais ágil e segura, evitando a necessidade de trafegar pelas rodovias federais, que já enfrentam altos índices de acidentes e congestionamentos.
A iniciativa é tratada como estratégica dentro do projeto da Rodovia do Minério, que vem sendo debatido por representantes do poder público, empresas do setor e órgãos reguladores. O compartilhamento da estrada também exigirá acordos regulatórios e operacionais para garantir o uso equilibrado da via e a manutenção da segurança.
Com o avanço das discussões, a medida pode representar um marco na logística da mineração em Minas, oferecendo uma alternativa eficiente ao transporte rodoviário tradicional e promovendo menor impacto urbano e ambiental nas cidades cortadas pelas rodovias federais.


