Na última terça-feira (27), a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil) deu mais um passo importante rumo à melhoria da segurança e da infraestrutura nas rodovias BR-040 e BR-356. A entidade participou da 4ª Reunião Conjunta de Mediação, organizada pelo COMPOR-MG – Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica do Ministério Público de Minas Gerais.
O encontro, realizado na sede do MP-MG, reuniu representantes do poder público, órgãos reguladores, empresas mineradoras, a concessionária EPR Via Mineira, o DER-MG, e demais atores envolvidos no desafio de reestruturar o fluxo rodoviário em áreas diretamente afetadas pela atividade mineral.
A mediação é coordenada em conjunto com a Câmara de Prevenção e Resolução Administrativa de Conflitos (CPRAC), ligada à Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais (AGE-MG), e avança no desenho de um acordo amplo e cooperativo.
Transporte ferroviário reduz pressão sobre BR-040 e BR-356
Durante a reunião, foram apresentados relatórios técnicos organizados em quatro eixos principais: segurança viária, intervenções e manutenção, desenvolvimento e sustentabilidade e infraestrutura no sistema viário.
Um dos maiores destaques da mediação até o momento é a redução expressiva de 1.400 viagens de caminhões por dia, graças ao encaminhamento de cargas minerais para o modal ferroviário. Segundo Orlando Caldeira, representante da AMIG Brasil, essa medida já teve impacto direto na redução de acidentes e desgaste nas rodovias.
Entre os avanços mais significativos está a aprovação do Terminal Ferroviário de Bação, que, quando em operação, deverá retirar 600 viagens diárias das estradas. A construção está prevista para iniciar ainda em 2025, com funcionamento estimado para 2027. “A AMIG está liderando soluções estruturantes e já conseguimos resultados concretos na segurança viária”, enfatizou Caldeira.
Planejamento conjunto e ações em andamento
A reunião também consolidou a criação de um Plano Mínimo de Segurança Viária, além de debater o uso compartilhado da estrada Pico-Fábrica, que permitirá o tráfego de veículos de mineradoras sem a necessidade de acesso às rodovias federais, aliviando o fluxo e reduzindo os riscos para motoristas e moradores locais.
O processo de mediação seguirá com novas etapas ao longo do segundo semestre, com o compromisso de estabelecer medidas permanentes de mitigação de impactos e melhoria da qualidade de vida das comunidades afetadas.


