Moradores reclamam de “nuvem tóxica” em região próxima à ArcelorMittal

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Moradores da comunidade de Praia de Carapebus, localizada na Serra, no Espirito Santo, têm convivido com um problema crescente: uma “nuvem tóxica” que se forma durante a noite e madrugada próxima à ArcelorMittal, gerando um forte odor e causando sérios impactos na qualidade de vida. De acordo com relatos enviados ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), o mau cheiro tem provocado mal-estar físico entre os moradores, incluindo sintomas como irritação ocular, náuseas e desconforto na garganta.

Fiscalização emergencial e investigação das causas

Diante do aumento significativo no número de queixas, o Iema organizou uma ação emergencial entre os dias 10 e 11 de julho de 2025. A operação, realizada pelo Centro de Operações de Emergência Ambiental (COEI/Iema), contou com a participação de dez servidores e foi deflagrada após 32 novas denúncias serem registradas em um único dia, somando 54 ocorrências desde o final de maio. Durante a fiscalização, foram identificados seis pontos críticos de forte odor, todos localizados nas proximidades das operações da ArcelorMittal.

As substâncias detectadas nas amostras de ar foram associadas a compostos como gasolina, querosene, solventes, plásticos queimados e enxofre. Embora os relatos de desconforto sejam recorrentes, o relatório preliminar do Iema não confirma a toxicidade dessas substâncias.

ArcelorMittal se defende e esclarece situação

Procurada pelo Cidades & Minerais, a ArcelorMittal, unidade Tubarão, se posicionou sobre os acontecimentos. A empresa esclareceu que não se trata de uma nuvem tóxica, mas de uma pluma de vapor resultante do seu processo produtivo, que é devidamente licenciado. Segundo a companhia, esse sistema de resfriamento com aspersão de água sobre seus materiais gera vapor d’água e não substâncias tóxicas.

A empresa também destacou que está realizando um estudo técnico detalhado em parceria com a academia para investigar as fontes de odor da região. Esse estudo já identificou fontes externas, sem relação com suas operações. A ArcelorMittal informou ainda que mantém uma Rede de Percepção de Odor em colaboração com a comunidade, a fim de promover um diálogo contínuo e acompanhar a situação.

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