Mineradoras Vale e BHP oferecem R$ 7,5 bilhões para encerrar ação coletiva sobre rompimento da barragem de Mariana

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As mineradoras Vale e BHP propuseram uma oferta de aproximadamente US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 7,5 bilhões) para resolver uma ação coletiva no Reino Unido relacionada ao rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais. A proposta visa finalizar um processo movido por vítimas que não aceitaram o acordo já firmado no Brasil, e que buscam reparação pelos danos causados pela tragédia ocorrida em 2015.

Detalhes do acordo e distribuição dos valores da tragédia de Mariana

A proposta, apresentada durante uma reunião em Nova York, no mês de junho, destina uma parte significativa do valor às vítimas e seus representantes legais. Aproximadamente R$ 4,3 bilhões seriam alocados para indenizações diretas às vítimas da tragédia, enquanto R$ 3,2 bilhões seriam destinados ao pagamento de honorários advocatícios. A ação envolve cerca de 640 mil pessoas, incluindo municípios, povos indígenas e empresas afetadas, que alegam que o rompimento da barragem causou danos irreparáveis à região.

O valor total de 36 bilhões de libras é o montante pedido pelos atingidos, mas se a proposta de acordo for aceita, o processo será encerrado sem necessidade de novos julgamentos. Caso a BHP seja considerada responsável, um novo julgamento para definir o valor final da reparação ocorrerá em outubro de 2026.

Ação no Reino Unido e impacto no Brasil

A escolha de Londres como local de julgamento deve-se à sede da BHP no Reino Unido, uma das controladoras da Samarco, responsável pela barragem. No Brasil, ainda existem vítimas que não aderiram ao acordo de reparação, como é o caso da cidade de Mariana, diretamente impactada pela tragédia.

Além disso, o Programa Indenizatório Definitivo (PID) foi reaberto no Brasil e aceitará novos pedidos até 14 de setembro de 2025. O programa oferece uma indenização de R$ 35 mil, paga em parcela única, para aqueles que se enquadram nos critérios estabelecidos.

O julgamento que determina a responsabilidade da BHP deve ser divulgado em breve, e a população de Mariana continua aguardando as implicações de futuras ações legais, tanto no Brasil quanto no exterior. A tragédia, que causou 19 mortes e o lançamento de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos no Rio Doce, segue a impactar a vida de muitas famílias e comunidades até hoje.

Procurada pelo Cidades & Minerais, a assessoria de imprensa da Vale disse que não vai se pronunciar sobre o caso.

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