O setor de mineração em Minas Gerais registrou um faturamento de R$ 55,3 bilhões no primeiro semestre de 2025, um acréscimo de 0,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar do resultado positivo, o Estado, que lidera o faturamento nacional com 39,7% da cifra total, apresentou um crescimento menos expressivo que a média brasileira, que avançou 7,5% no período, alcançando R$ 139,2 bilhões.
A desaceleração em Minas Gerais é atribuída, em grande parte, à queda no faturamento do minério de ferro, principal produto do setor no Estado. A commodity registrou uma diminuição de 8,2% no período, impactada principalmente pela baixa nos preços internacionais. Em contrapartida, o ouro impulsionou o faturamento nacional, com uma alta de 80% em decorrência de forte valorização.
Julio Nery, diretor de Sustentabilidade e Assuntos Regulatórios do Ibram, explicou a diferença de desempenho entre Minas Gerais e outras regiões produtoras como o Pará, que registrou um crescimento de 8%. “O minério de ferro produzido em Minas Gerais tem entre 58% e 60% de teor, um grau de pureza menor que de Carajás, no Pará, por exemplo. Para o preço do minério, a cotação do teor também é importante. Por isso, a diferença no faturamento”, esclareceu Nery durante a coletiva de apresentação do balanço semestral do setor.
Arrecadação de Royalties Recua em Minas, Mas Estado Lidera Ranking Nacional
A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), conhecida como royalties da mineração, também apresentou um cenário misto em Minas Gerais. A arrecadação no primeiro semestre foi de aproximadamente R$ 1,7 bilhão, o que representa uma queda de 2,8% em relação ao mesmo período de 2024.
Apesar do recuo, Minas Gerais manteve a liderança no ranking nacional de arrecadação da Cfem, respondendo por 45,3% do montante brasileiro. No total, o Brasil arrecadou R$ 3,7 bilhões com os royalties, um avanço de 1,4%.


