O novo decreto do governo dos Estados Unidos, publicado na quarta-feira (30), trouxe reações mistas no Brasil, com alívio para alguns setores e apreensão para outros. A medida manteve uma tarifa de 10% sobre o ferro-gusa, um dos principais produtos exportados pelo Brasil, mas gerou preocupação no setor cafeeiro, que enfrentará uma sobretaxa de 50% a partir de 6 de agosto.
Ferro-gusa mantém tarifa e café sofre impacto com alta de imposto
O setor de ferro-gusa, por exemplo, que é um dos maiores fornecedores de ferro-gusa para os EUA, foi um dos beneficiados pela decisão. Em Minas Gerais, 90% das vendas externas de ferro-gusa no primeiro semestre de 2025 foram destinadas aos Estados Unidos, somando 1,3 milhão de toneladas. A manutenção da tarifa de 10% significa que o setor pode seguir competindo de forma relativamente equilibrada no mercado norte-americano.
Por outro lado, o setor de café foi fortemente impactado pela alta de 50% na tarifa, prevista para entrar em vigor já no início de agosto. Nos primeiros seis meses deste ano, o Brasil exportou US$ 955,9 milhões em café para os EUA, o que representou 17,5% das exportações totais do grão. A sobretaxa coloca em risco a competitividade do produto brasileiro em um dos maiores mercados consumidores do mundo, gerando incertezas entre os produtores.


